Observatório de Áreas Protegidas – OBSERVA
  • Convite para 1ª Conferência de Educação Ambiental de Florianópolis/2019

    Publicado em 17/05/2019 às 13:27


  • Convite para a Semana do Meio Ambiente da UFSC

    Publicado em 17/05/2019 às 11:16

    As inscrições para a Semana do Meio Ambiente da UFSC estão abertas!

    A Semana do Meio Ambiente da UFSC é um evento anual organizado pela Coordenadoria de Gestão Ambiental, em conjunto com a Sala Verde. Este ano, ocorre entre os dias 1º e 8 de junho, no Campus Trindade. Seu objetivo é promover a sustentabilidade por meio de palestras, oficinas, visitas técnicas, exibição de filmes, mutirões de limpeza e plantio de árvores, apresentações artísticas, entre outros. As atividades são gratuitas e abertas a toda a comunidade.

    Nas mesas redondas desta edição as temáticas abordadas serão: “O Impacto do consumo da carne no Meio Ambiente”, “Flexibilização do Licenciamento Ambiental: uma análise crítica” e “Perspectivas Ambientais para o Brasil”, com a participação de  reconhecidos palestrantes.

    Todas as atividades do evento, que solicitam inscrições, dão direito à certificado de horas complementares. As demais atividades são de acesso livre. Não perca essa oportunidade! Inscreva-se pelos links abaixo. Vagas limitadas.

     Inscrições Mesas Redondas – https://bit.ly/2YceZJE

     Inscrições Visitas Técnicas – https://bit.ly/2Jb1Gpl

    → Inscrições Oficinas – https://bit.ly/2J9Shyn

     Inscrições Outras Atividades – https://bit.ly/2WxAPac

    → Inscrições Ecoday – http://bit.ly/2VEBsSQ

    Em anexo segue a programação completa do evento. Para saber mais sobre as atividades e palestrantes, acesse o link.

    Junte-se a nós! Vamos fazer a nossa parte para mudar o mundo!

    Coordenadoria de Gestão Ambiental 
    Gabinete da Reitoria
    Universidade Federal de Santa Catarina
    CGA/GR/UFSC
    Contato: (48) 3721-4202/(48)3721-4227/(48)3721-4228/(48)3721-6103/(48)3721-6104
    http://gestaoambiental.ufsc.br/
    Ajude a reduzir o consumo de papel. Antes de imprimir, pense no seu compromisso com o MEIO AMBIENTE! Mas, se for imprimir, use a EcoFont www.agu.gov.br/ecofont !
    
    

  • Dia 15 de maio em Defesa da Universidade Pública

    Publicado em 13/05/2019 às 13:27

    Prezad@s,

    Neste dia 15 de maio haverá manifestações, palestras públicas, a ciências irá a praça!

    Vamos dialogar com a comunidade sobre a função e a importância da Universidade Pública, gratuita e de qualidade.

    Venha participar dos atos em sua cidade, mesmo que não tenha universidade em sua cidade, veja a programação com as Escolas!

    Dialogar sobre a Educação é direito e dever de todo o cidadão!


  • Observa discute a Estrada Parque

    Publicado em 07/05/2019 às 17:10

    Em matéria do Notícias da UFSC, da jornalista Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC,  aponta os problemas e as possíveis soluções quanto a construção de uma estrada no norte da Ilha de Santa Catarina. O OBSERVA através dos professores Orlando Ferretti e José Salatiel foram entrevistados na matéria.

    Veja em https://noticias.ufsc.br/2019/05/pesquisadores-da-ufsc-apoiam-projeto-de-estrada-ecologica-em-florianopolis/

     


  • Minicurso na 40ª SEMAGEO/UFSC

    Publicado em 07/05/2019 às 10:01

    O OBSERVA participará da 40ª Semana de Geografia da Universidade Federal de Santa Catarina, oferecendo um Minicurso de 2 dias, com 12 horas de atividade.

    Segue abaixo dados do minicurso.

    MINICURSO (5) – 2 Dias 

    ÁREAS PROTEGIDAS E A PROTEÇÃO DA BIODIVERSIDADE

    Carga Horária (12 horas)

    Número de Participantes: 15

     

    1º DIA –Quarta-Feira

    Data: 29/05

    Horário: 8h – 10h e 14h – 18h.

    Local: Laboratório de Análise Ambiental e no Parque Natural Municipal do Morro da Cruz.

    Título: Áreas Protegidas, Fragmentação e Conexões na Paisagem da Ilha de Santa Catarina.

    Objetivos: Apresentar os conceitos de Áreas Protegidas, abrangendo as Unidades de Conservação e o SNUC, destacando as UCs da Ilha. Apresentar os fragmentos de Floresta Atlântica na Ilha de Santa Catarina. Discutir as possibilidades de conectividade das ilhas de preservação.

    Ministrantes:

    – Prof. Dr. Orlando Ferretti. Geógrafo, doutor em Geografia/UFSC. Professor do Departamento de Geociências/UFSC, Coordenador do Grupo de Pesquisa Observatório de Áreas Protegidas/UFSC.

    – Profª Me. Talita Góes. Geógrafa, mestre em Geografia/UFSC e doutoranda em Geografia na UFSC, pesquisadora do Grupo de Pesquisa Observatório de Áreas Protegidas/UFSC.

    – Acadêmico  Yan Ewald Zechner. Estudante Geografia, UFSC, bolsista de projeto de Extensão/UFSC no Grupo de Pesquisa Observatório de Áreas Protegidas/UFSC.

    2º DIA – Quintata Feira

    Data: 30/05

    Horário: 8h – 10h e 14h – 18h.

    Local: Laboratório de Análise Ambiental

    Título: Gestão da biodiversidade: desafios e instrumentos político-administrativos.

    Objetivos: apresentar o histórico e desafios para a consolidação de instrumentos político-administrativos nos espaços territoriais especialmente protegidos no Brasil. Apresentando componentes da diversidade biológica e a relação entre os elevados índices de perturbação e fragmentação de ecossistemas. Observar a importância econômica da biodiversidade com vistas à valorização de serviços ecossistêmicos em áreas protegidas. Discutir o histórico e lacunas dos instrumentos legais aplicados aos espaços territoriais especialmente protegidos no Brasil.

    Ministrantes:

    – Prof. Dr. Orlando Ferretti. Geógrafo, doutor em Geografia/UFSC. Professor do Departamento de Geociências/UFSC, Coordenador do Grupo de Pesquisa Observatório de Áreas Protegidas/UFSC.

    – Prof. Me. Tadeu Maia. Biólogo, mestre em Engenharia Ambiental pela UFSC e doutorando em Eng. Ambiental/UFSC, pesquisador do Grupo de Pesquisa Observatório de Áreas Protegidas/UFSC.

    ***

     

     

    INSCRIÇÕES DEVEM SER FEITAS NO SITE DO EVENTO


  • Atividades de ensino no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

    Publicado em 04/05/2019 às 18:00

    No dia 16 de abril a turma de Análise Ambiental II, do curso de Geografia (com estudantes de Geografia e Geologia), fez uma atividade de campo no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (PAEST).

    O objetivo do campo foi o reconhecimento de parte da área da UC, em especial a planície costeira formada pelos cordões arenosos na baixada do Maciambú, e o promontório da Guarda do Embaú – Pinheira.

    O acompanhamento do grupo foi feito pelo Prof. Dr. Orlando Ferretti, professor da disciplina e pelo Prof. Dr. Luiz Henrique Fragoas Pimenta, profissional que atua em programas no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

    As fotografias são do prof. Orlando Ferretti.

    Luiz Pimenta orientando os trabalhos no Centro de Visitantes do PAEST.

    Luiz Pimenta orientando os trabalhos no espaço de Educação Ambiental do Centro de Visitantes do PAEST.

    Grupo de estudantes participantes do trabalho de campo.                      Luiz Pimenta apresentando a praia da Guarda aos estudantes.

     

    Capivara morta por grupo de cães na praia da Guarda.

    As capivaras ocupam toda a área de planície costeira, e sua população tem aumentado. O problema é que há muitos cães que são largados dentro da UC.

    Vale da Utopia e grupo de estudantes , Yan (a esquerda),  Alexia, Márcio e Tiago. Ao fundo é possível ver a Ilha de Santa Catarina.

    Luiz Pimenta ao lado de uma placa que indica as espécies que existem no PAEST. Trata-se de uma placa de 1979.

     


  • Mudanças no calendário para Maio

    Publicado em 03/05/2019 às 14:07

    O Observatório de Áreas Protegidas informa que foram feitas alterações no calendário para este mês de Maio, ressaltando que todas as datas de encontros, grupos de estudo, etc, estão na lateral direita da página, sob constante atualização.

    Conforme o calendário, seguem as novas datas:

    06/05 – Encontro quinzenal dos membros do OBSERVA

    13/05 – Grupo de Estudos de Geoecologia da Paisagem (Texto indicado está no calendário também)

    20/05 – Grupo de Estudos do Uso Público de Áreas Protegidas (Texto indicado do primeiro encontro)


  • Reunião dia 06 de maio

    Publicado em 02/05/2019 às 09:59

    Pauta para a reunião de segunda-feira (assunto e responsáveis):

    • Assuntos diversos e informes.
    • Cronograma dos dois grupos de estudo.
    • Apresentação do que será feito nos minicursos oferecidos na SEMAGEO no fim de maio. Tadeu, Yan e Talita.
    • Leitura da carta do Observa sobre a Estrada Parque no norte da Ilha, entre a Vargem Grande e o Rio Vermelho. Orlando.
    • Discussão e decisão sobre a estratégia quanto ao projeto de extensão com o ICMBio SAMGE. Orlando
    • Chamada para a participação na aula sobre Áreas Protegidas para turma do Jornalismo dias 08 e 15 de maio. Orlando
    • Evento OBSERVA em agosto, proposição inicial, parceiros etc. Yan, Natália.
    • Vagas como aluno especial para pesquisadores do Observa na disciplina de Biogeografia Avançada na PPGG/UFSC em julho/agosto. Orlando
    • Outras deliberações.

  • Convite para Voluntários no Programa Monitora-Manguezal do ICMBio

    Publicado em 26/04/2019 às 11:28

    O MONITORA-Manguezal, programa de Monitoramento do Componente Manguezais do ICMBio, está selecionando voluntários para as atividades de campo de coleta de dados na Estação Ecológica de Carijós e na Reserva Extrativista de Pirajubaé, em Florianópolis-SC.

    Serão executados os protocolos para avaliação de dinâmica populacional do caranguejo Uçá (Ucides cordatus) e das estruturas de bosques de manguezal.

    As atividades serão iniciadas a partir do dia 15/05/2019, condicionadas ao regime de marés.

    Os candidatos devem:

    • Possuir disponibilidade de pelo menos um turno para reunião com pesquisadores;

    • Possuir disponibilidade de pelo menos um dia inteiro para atividade de campo;

    • Possuir capacidade de trabalhar em equipe.

    • Possuir ficha médica compatível com atividade (esforço físico em manguezal);

    • Assinar Termo de Conhecimento de Risco;

    Inscrições: Formulário aqui.

    Informações:

    Lab. Biodiversidade – NEMAR – (48) 37212548 (Kalina ou Ricardo)

    ESEC Carijós – ICMBio – (48) 33690340 (Luisa)

    RESEX Pirajubaé – ICMBio – (48) 3389-2746 (Laci)

    TEXTOS COMPLEMENTARES:

    http://www.icmbio.gov.br/portal/monitoramento-2016/programas-de-monitoramento-da-biodiversidade-em-ucs

    O Programa Monitora tem como objetivos:

    • gerar informação qualificada para a avaliação continuada da efetividade das UCs federais e do Sistema Nacional de Unidades de Conservação no cumprimento de seus objetivos de conservação da biodiversidade;

    • subsidiar, avaliar e acompanhar “in situ” projeções de alteração na distribuição e locais de ocorrência das espécies em resposta às mudanças climáticas e demais vetores de pressão e ameaça, a fim de atualizar as medidas de conservação, incluindo o manejo;

    • fornecer subsídios para o planejamento do uso sustentável das espécies da fauna e flora em unidades de conservação federais;

    • fornecer subsídios para a avaliação do estado de conservação da fauna e flora brasileira e para implementação das estratégias de conservação das espécies ameaçadas de extinção e com dados insuficientes para a avaliação (categoria DD); e

    • fornecer subsídios para o planejamento e a avaliação de programas de controle de espécies exóticas invasoras, especialmente em unidades de conservação federais.

    A gestão do Programa Monitora está a cargo da CGPEQ – Coordenação Geral de Pesquisa e Monitoramento da Biodiversidade, mais especificamente da COMOB – Coordenação de Monitoramento da Biodiversidade.

    As atividades desenvolvidas por essa Coordenação estão previstas no Decreto nº 8.974, de 24 de janeiro de 2017, que aprova a Estrutura Regimental do ICMBio, que estabelece em seu art. 2º, inciso XXVII, entre as atribuições do instituto: “desenvolver programa de monitoramento da biodiversidade para subsidiar a definição e a implementação de ações de adaptação às mudanças climáticas nas unidades de conservação federais e a análise da sua efetividade”.

    Programa de Monitoramento da Biodiversidade em Manguezais

    A definição de um programa de monitoramento para o manguezal é um dos componentes do Projeto Manguezais do Brasil, coordenado pelo ICMBio em cooperação técnica com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD com recursos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente – GEF (PNUD BRA 07/G32).

    O Projeto Manguezais do Brasil abrange um conjunto de ações que visam contribuir para a conservação e o uso sustentável do ecossistema manguezal e das funções e serviços ambientais necessários para o desenvolvimento nacional e bem-estar das comunidades costeiras.

    Atualmente, 50 UCs federais abrigam manguezais, estando 42 no bioma Marinho Costeiro, sete no bioma Mata Atlântica e uma no bioma Amazônia.

    No caso do monitoramento de biodiversidade em manguezais, além de avaliar a integridade do ecossistema e, por conseguinte, a efetividade nas UCs para conservação, pretendemos também avaliar a sustentabilidade de explotação de alguns recursos pesqueiros. Essa informação é especialmente importante para aquelas UCs de Uso Sustentável.

    Assim, ao longo do ano de 2013 foram envidados esforços para consolidação de uma proposta robusta que satisfaça ambos os pontos. Você pode encontrar a relatoria do evento realizado em parceria com a comunidade acadêmica para priorização de grupos taxonômicos para o monitoramento.


  • A DESTRUIÇÃO DA GESTÃO AMBIENTAL FEDERAL E OS ATAQUES AOS SERVIDORES

    Publicado em 22/04/2019 às 15:08

    CARTA ABERTA À SOCIEDADE

    A DESTRUIÇÃO DA GESTÃO AMBIENTAL FEDERAL E OS ATAQUES AOS SERVIDORES

    Preocupados e indignados com as últimas declarações e posturas do atual ministro do meio ambiente, nós servidores federais da carreira de especialista em meio ambiente, representados por sua Associação Nacional de Servidores da Carreira de Meio Ambiente (ASCEMA Nacional), vimos a público trazer à sociedade informações corretas e embasadas sobre a atuação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e sobre as conquistas alcançadas pela instituição, apesar das dificuldades impostas por governos de todos os matizes ideológicos, em termos de orçamento e pessoal insuficientes para o cumprimento das suas importantes funções, determinadas pela Constituição Federal.

    O ministro vem, reiteradamente, atacando e difamando o corpo de servidores do ICMBio através de publicações em redes sociais e de declarações na imprensa baseadas em impressões superficiais após visitas fortuitas a unidades de conservação onde não se dignou a dialogar com os servidores para se informar sobre a situação e sobre eventuais problemas e dificuldades. Refere-se aos servidores de forma ofensiva, como em postagem no Instagram ao dizer que pretendia fortalecer o ICMBio “com gente séria e competente e não com “bicho grilo chuchu beleza” que “já tá provado que não funciona”. No último sábado, no Rio Grande de Sul, foi ardiloso, falacioso e grosseiro com os servidores do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, repreendendo-os em público pela sua ausência em evento que não constava na agenda e para o qual não os convidara, e os ameaçando de processo administrativo disciplinar para delírio da plateia de interessados no uso direto da área atualmente protegida pelo parque, e assim incitada pelo ministro contra os servidores públicos.

    Mas vamos aos dados? O ICMBio tem como missão institucional “Proteger o Patrimônio Natural e Promover o Desenvolvimento Socioambiental” no Brasil, país que detém a maior biodiversidade do planeta. É responsável pela gestão de 334 unidades de conservação e 14 centros de pesquisa e conservação de espécies no território brasileiro, totalizando 173 milhões de hectares (9,1% do território continental e 24,4% do território marinho do país). São Parques Nacionais tão conhecidos da população brasileira como o Iguaçu, a Tijuca, Fernando de Noronha, além de áreas de uso sustentável, como as Reservas Extrativistas com mais de 57 mil famílias beneficiárias cadastradas e estimativa de pelo menos outras 20 mil em reservas extrativistas recém criadas e 80 mil famílias residindo em Áreas de Proteção Ambiental costeiras. São, ao todo cerca de 160 mil famílias de comunidades tradicionais, ou cerca de 600 mil brasileiros.

    A gestão dessas unidades envolve a promoção da participação da sociedade em sua administração, estruturação para o turismo, pesquisa científica e conservação, atividades de fiscalização e prevenção e combate a incêndios, atuação em processos de licenciamento ambiental e no uso sustentável da biodiversidade.

    Para desenvolver essa missão, o ICMBio conta com apenas 1.593 servidores, aproximadamente um para cada 100 mil hectares de área protegida. A título de comparação, o Serviço de parques norte-americano tem 1 servidor para cada 2 mil hectares (50 vezes mais do que o Brasil). O orçamento do ICMBio é de cerca de 330 milhões de reais por ano, representando cerca de 2 reais por hectare por ano, ou 0,009% do orçamento da União.

    Apesar desta situação, ao longo de seus 12 anos o ICMBio vem trabalhando consistentemente para enfrentar este enorme desafio, compensando as condições precárias com aumento da eficiência e muitas parcerias. Há informatização de quase todos os processos, para transparência e agilidade. Foi criada a ACADEBIO, um centro de formação para capacitação de servidores do ICMBio e de outros órgãos ambientais, assim como de muitos parceiros, e foram firmadas inúmeras parcerias locais, nacionais e internacionais que viabilizaram enormes avanços na gestão de nossas áreas protegidas e espécies ameaçadas. O Tribunal de Contas da União fez detalhada auditoria na atuação do ICMBio na Amazônia, publicada em 2014, e foi extremamente elogioso ao referir-se à ACADEBIO, recomendando que pudesse ser ampliada para atender a todo o SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), o que vem ocorrendo, com a abertura de vagas nos cursos a servidores de órgãos ambientais estaduais.

    Os números falam por si:

    A visitação nas unidades de conservação cresceu quase 300% entre 2007 e 2018 (de 3,1 milhões para 12,4 milhões de visitantes), gerando renda para a sociedade local, regional, e ainda incrementando o orçamento da União; O estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira” (ICMBio, 2018) mostrou que cada R$ investido em UC gera benefícios econômicos sete vezes maiores para o País.

    Nestes 12 anos, foram publicados mais de 100 planos de manejo (eram 79 em 2007 e chegaram a 195 em 2018), criando os instrumentos para gestão das unidades de conservação;

    Foram criados mais de 160 conselhos gestores (eram 115 em 2007 e chegamos a 281 em 2018), garantindo a participação da sociedade na gestão, como determina a Legislação Federal;

    Nas avaliações que resultaram na lista de espécies da fauna ameaçadas de extinção, mais de 12 mil espécies foram avaliadas, em parceria com a comunidade científica nacional. E foram elaborados planos de ação para a conservação de 781 espécies da fauna ameaçadas de extinção, que representam 67% do total. O Brasil é o país que tem mais espécies ameaçadas contempladas em planos de ação, sendo reconhecido internacionalmente por isso.

    O Programa Monitora – Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade – vem sendo implementado em 89 unidades de conservação em todo o país, inclusive apoiando UCs estaduais e envolvendo as comunidades locais no trabalho, o que gera renda e envolvimento da sociedade local na gestão.

    O processo de autorização de pesquisas científicas é gerido de forma eficaz via SISBIO, com cerca de 31 mil projetos autorizados, que alcançam 100% das UCs e mais de 20 mil relatórios inseridos nos sistemas e disponibilizados aos gestores.

    O SAMGe (Sistema de Análise e Monitoramento da Gestão de UC), instituído por Portaria de 2016, avalia o cumprimento das políticas públicas relacionadas com a conservação da biodiversidade, por meio do diagnóstico de cada UC, a partir do preenchimento online pelos gestores e equipes, dando eficiência e transparência à gestão.

    Veja mais dados de gestão no painel de gestão transparente do ICMBio em qv.icmbio.gov.br/ e em http://samge.icmbio.gov.br/Painel

    O imenso esforço do ICMBio, de suas sucessivas direções e principalmente do seu corpo de servidores gerou reconhecimento da sociedade, que se refletiu em diversos prêmios, como por exemplo:

    – Prêmio Inovação na Gestão Pública (Escola Nacional de Administração Pública):

    2008: Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade – Sisbio

    2009: Almoxarifado Virtual

    2017: Sistema Monitoramento da Gestão – SAMGE

    – Prêmio Nacional da Biodiversidade (Ministério do Meio Ambiente)

    2017: Planos de ação nacional (PAN) para a conservação da fauna ameaçada

    – Prêmio Nacional do Turismo (Ministério do Turismo)

    2018: contribuições do turismo em áreas protegidas para a economia brasileira (categoria Monitoramento e avaliação no turismo)

    2018: rede brasileira de trilhas de longo curso e conectividade (categoria Valorização do patrimônio pelo turismo)

    – Prêmio Espírito Público 2018 (categoria Meio ambiente)

    Considerando todo o exposto, nós servidores reafirmamos o compromisso com a proteção e a gestão do patrimônio ambiental brasileiro. Manifestamos nosso repúdio às declarações que vêm sendo feitas pelo atual Ministro de Meio Ambiente, Sr. Ricardo Salles, acerca da gestão ambiental brasileira. Lembramos que, como servidores públicos, temos por missão o atendimento ao público e o cuidado com as áreas naturais protegidas, que pertencem ao Brasil e a seu povo e cumprem papel previsto na Constituição Federal. Sua existência não é uma opção dos servidores nem deste ou daquele governo. São papel constitucional do Estado Brasileiro. Pedimos o apoio e o engajamento da sociedade brasileira na defesa da continuidade e constante aprimoramento deste trabalho.

    O documento original pode ser acessado aqui.