Observatório de Áreas Protegidas – OBSERVA
  • Pesquisadora do OBSERVA fala em defesa da UC da Lagoa do Peri

    Publicado em 12/03/2019 às 16:25

    A doutoranda do Programa de Pós Graduação em Geografia (PPGG) e pesquisadora do Observatório de Áreas Protegidas Profª Talita Góes fez, no dia 27 de fevereiro, em audiência pública na Câmara dos Vereadores de Florianópolis, uma fala em defesa da recategorização do Parque Municipal da Lagoa do Peri para Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri. Conforme a carta divulgada pelos membros do OBSERVA, foi defendida a permanência da UC na categoria de Proteção Integral, ao invés de nova alteração para APA (Área de Proteção Ambiental) sugerida por outra entidade.

    A fala completa pode ser visualizada aqui.

    A complementação, por parte do vereador Tiago Silva pode ser visualizada aqui.

     

    Professora Talita Góes no momento da fala. Foto: Natália Silvério.


  • Carta de Apoio à recategorização do Parque Municipal da Lagoa do Peri para Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri

    Publicado em 26/02/2019 às 14:02

    Nós pesquisadores, membros do Observatório de Áreas Protegidas da Universidade Federal de Santa Catarina, vimos por meio desta manifestar nosso apoio à proposta feita pela FLORAM e pelo Conselho Gestor do Parque Municipal da Lagoa do Peri na adequação e recategorização do Parque Municipal da Lagoa do Peri para Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri, mantendo assim uma Unidade de Conservação na categoria de proteção integral.

    A importância de manter uma UC dentro dessa categoria se justifica pela diversidade biológica presente na Lagoa do Peri, bem como por ter o maior manancial de água potável superficial da Ilha.

    Diante do fato da UC abrigar comunidades tradicionais, o Monumento Natural vem ao encontro dos objetivos de conservação integral dos recursos sem ignorar a presença das propriedades privadas no seu interior. Desta forma temos a certeza de que o Monumento Natural Municipal é o melhor para a conservação da Lagoa do Peri e para a continuidade da preservação da biodiversidade da Ilha de Santa Catarina.

    Compreendemos ainda que, qualquer proposta de transformar a Unidade de Conservação em uma categoria menos restritiva, de uso sustentável, como uma APA, pode levar a ocupação desenfreada de espaços vizinhos ao ambiente lacustre, levando à possível contaminação das águas e por conseguinte levando a problemas complexos como aqueles existentes em reservatórios em outras cidades, como São Paulo, por exemplo. Além disso, a ocupação humana de áreas no entorno do ambiente lagunar leva a diminuição e consequente perda da biodiversidade, como já ocorrida em outros lugares na Ilha de Santa Catarina.

    Entendemos ainda que, por mais de dois anos a comunidade foi consultada sobre a proposta, além de constante e frequente discussão junto ao Conselho Gestor do Parque.

    Por fim, como instituição científica, temos plena convicção de que o sul da Ilha, e em especial a bacia da Lagoa do Peri, são de extrema importância para a manutenção e recuperação da natureza da Ilha de Santa Catarina e merecem ser mantidas como proteção integral.

    Florianópolis 20 de fevereiro de 2019.

    Pesquisadores do Observatório de Áreas Protegidas da Universidade Federal de Santa Catarina


  • Participação de pesquisador em corte de espécie exótica de UC

    Publicado em 25/02/2019 às 12:04

    Na manhã do último sábado (23/02) ocorreu o primeiro mutirão do ano para o controle de Pinus no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, onde foram cortados mais de 200 (duzentos) pés em meio a restinga arbórea. O ato é mensal e organizado pelo Instituto Hórus, apoiado por uma equipe de voluntários, contando como projeto de extensão da UFSC. Participou da atividade o pesquisador Nikolas Martins do OBSERVA.

    O Pinus é um gênero vegetal exótico invasor presente na Ilha de Santa Catarina. A disseminação de espécies exóticas invasoras é um dos principais motivos da perda de biodiversidade na Mata Atlântica, sendo necessária a sua detecção e controle. Em Florianópolis, a Lei nº 9097/2012 institui a política de remoção e substituição de Pinus, Eucalyptus e Casuarina spp por espécies nativas no município no prazo de dez anos.

    Imagem 1: Equipe de voluntários. Foto: Instituto Hórus, 23/02/2019.

    Imagem 2: Restinga com invasão de pinus no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição. Foto: Instituto Hórus, 23/02/2019.

    Imagem 3: Equipe de voluntários. Foto: Instituto Hórus, 23/02/2019.

    Imagem 4: Corte do pinus. Foto: Instituto Hórus, 23/02/2019.


  • Participação do Observatório em formação para Trilhas de Longo Curso

    Publicado em 24/02/2019 às 14:21

    Nos dias 08 e 09 de Fevereiro de 2019 pesquisadores do Observa participaram do curso de sinalização de trilhas de longo curso, realizado no Parque Estadual do Rio Vermelho, Florianópolis/SC. O evento contou com a participação de entidades como o ICMBio, IMA, Floram, Instituto Çarakura, Programa Roteiros do Ambiente (PMF) e USFC (Observatório de Áreas Protegidas e NEAmb).

    No primeiro dia do evento houve apresentações de experiências sobre restauração e sinalização de trilhas, além da teoria sobre sinalização de acordo com o sugerido pelo Manual de Sinalização de Trilhas do ICMBio.

    No segundo dia do evento os participantes sinalizaram o equivalente a 6 km (seis quilômetros) de trilhas do Parque Estadual do Rio Vermelho, um trecho saindo do camping do Parque até o Terminal Lacustre e outro da Ponta da Quitéria em direção ao Terminal Lacustre.

    As trilhas são importantes conectores entre fragmentos da paisagem, além de promoverem atividades de ecoturismo e a conservação da biodiversidade. Em Florianópolis pensa-se em ligar diversas trilhas já existentes, compondo uma trilha de longo curso que percorre a Ilha de norte a sul, conectando diversas áreas protegidas, a qual poderá ainda ser interligada à Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, Rede Trilhas.

    Equipe do Observa no primeiro dia do Curso (da esquerda para à direita): Orlando, Fabrício, Nikolas, Giorgio (agachado), Natália e Talita.

    Auditório com participantes. Foto: Instituto Çarakura.

    Equipe do Observa e do NEAMB no primeiro dia do Curso (da esquerda para à direita): Orlando, Pimenta, Nikolas, Talita, Giorgio, Natália, Gustavo e Juliana.

    Todos os participantes do curso.

    Em campo no segundo dia.

    Colocando sinalização na trilha.

    Marca de Sinalização da trilha, a ser adotada em toda a Ilha de SC nos trechos em que haverá a conectividade.


  • Levantamento de Aves na APA da Baleia Franca

    Publicado em 30/01/2019 às 11:58

    No último domingo (27/01) o doutorando em Geografia, pesquisador do Observatório, Fabricio Almeida, participou do I Censo de aves limícolas do Cone Sul, organizado pela Save Brasil, uma organização da sociedade civil, membro da IUCN com foco na conservação das aves brasileiras. O censo foi realizado em parceria com o ICMBio e CEMAVE nos limites da Apa da Baleia Franca (ABF), no município de Laguna. Segundo Fabricio a região protegida pela ABF conta com ecossistemas de extrema importância as aves limícolas, principalmente para descanso e alimentação durante suas longas migrações entre os hemisférios.

    Laguna, sul do estado de Santa Catarina. Foto: Fabricio Almeida, 27/01/2019.
    Os três pesquisadores a esquerda são da Equipe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE), ao lado de Caio novo chefe da APA da Baleia Franca, e o pesquisador Fabrício, em Laguna para o levantamento das aves. 27/01/2019.
    Uma das espécies encontradas no mapeamento, Sternula superciliaris (Trinta-réis-pequeno). Foto: Fabricio Almeida, 27/01/2019.
    Outra ave encontrada nos trabalhos, a Actitis macularius (Maçarico-pequeno). Foto: Fabricio Almeida, 27/01/2019.

  • Convite para curso de trilhas

    Publicado em 29/11/2018 às 14:24

    [:pb][:]


  • Parque Natural Municipal da Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho

    Publicado em 23/11/2018 às 15:07

    O Parque Natural Municipal Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho é a mais recente Unidade de Conservação criada pelo município de Florianópolis  no Norte da Ilha de Santa Catarina. A área apresenta uma importante transição entre a vegetação de encosta em costão (Morro dos Ingleses) e a restinga. Engloba também o segundo maior campo de dunas na Ilha de Santa Catarina. Essas dunas fazem cavalgamento nas encostas do Morro dos Ingleses.

    A UC apresenta o ecossistema lagunar da Lagoa do Jacaré, em meio ao campo de dunas,  que concentra diversas espécies, com destaque para a avifauna. As aves marinhas migratórias são também as maiores visitantes da UC.

    A formação da UC considerou os ranchos de pescadores (casas próximas ao mar que servem para colocar embarcações, redes e outros apetrechos de pesca), que existem no limite norte da UC, deixando-os de fora do limite do Parque, e assim, permitindo a continuação das atividades da pesca tradicional.

     

    Descritor da Unidade

    Nome da Unidade de Conservação Parque Natural Municipal Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho
    Gestão Fundação Municipal do Meio Ambiente – FLORAM (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) através do Departamento de Unidades de Conservação (DEPUC)
    Categoria Parque Natural Municipal
    Mais informações sobre a Gestão Não possui corpo técnico efetivo no local e nem chefe específico para a unidade. Em Florianópolis todas as UC criadas pelo município possuem uma gestão única.
    Zoneamento e Plano de Manejo Não possui zoneamento nem plano de manejo da UC.
    Conselho consultivo Em estruturação em conjunto com o MONAM da Galheta. Até fim de novembro de 2018 já ocorreram 4 encontros para a formação do Conselho.
    Endereço da sede Não há sede.
    Localização Nordeste da Ilha de Santa Catarina, no Distrito dos Ingleses, entre a praia do Santinho e Ingleses.
    Localização na Bacia Hidrográfica Bacia Hidrográfica do Santinho.
    Web site <http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/floram/>
    Superfície (km²) 2,21 km²
    Perímetro (km) 11,60 km
    Forma da unidade 2,20
    Normativa legal Lei Nº 9.948/2016, com 2,21km²
    Outras Normatizações Não há.
    Marcos (limites) À Leste da unidade situa-se o Balneário dos Ingleses. Ao Norte e Oeste o Oceano Atlântico. Ao Sul faz divisa com o praia do Santinho e o Morro das Aranhas.
    Regularização Fundiária A UC foi criada de forma a evitar  os problemas fundiários, ou seja, se evitou delimitar dentro da UC terrenos com proprietários, mesmo assim há atualmente uma disputa por um terreno que ficou dentro da UC, sendo uma zona de exceção.
    Ecossistemas e tipos de vegetação Vegetação de costão rochoso, restinga em vários extratos (herbáceo sobre dunas semi-fixas, dunas fixas com vegetação herbácea e arbustiva, e vegetação arbórea), ambientes de duna, ambiente lacustre e praial.
    Uso público Pesquisa. Uso público de trilhas, praia e lagoa; educação ambiental.
    Fiscalização FLORAM

     

    Vista do Parque Natural Municipal da Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho a partir do Costão dos Ingleses (altitude do ponto da fotografia 168m). Foto: Orlando Ferretti, 10/11/2018. Acervo OBSERVA.

     

    Localização do Parque evidenciando a urbanização nas vizinhanças. Fonte: Yan Zechner, OBSERVA.


  • Trabalho de campo no Parque Natural Municipal da Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho, 10/11/2018

    Publicado em 15/11/2018 às 12:11

    [:pb]Pesquisadores do Observatório participaram de atividade da disciplina Análise Ambiental II (curso de Geografia) no dia 10 de novembro, sábado, no Parque Natural Municipal da Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho.

    O trabalho de campo teve por objetivo reconhecimento dos diversos ambientes que formam o Parque, bem como, de conhecimento dos usos na área.

    Imagem 1: Vista do Parque Natural Municipal da Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho a partir do Costão dos Ingleses (altitude do ponto da fotografia 168metros). Foto: Orlando Ferretti, 10/11/2018. Acervo OBSERVA.

     

     

     

    Imagem 2: Campo de Dunas fixas, com vegetação de restinga, no Parque Natural Municipal da Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho. Ao fundo se observa a parte sul da praia do Santinho. Foto: Orlando Ferretti, 10/11/2018. Acervo OBSERVA.

     

    Imagem 3: Trilha no costão dos Ingleses, dentro do Parque Natural Municipal da Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho. Classificação da trilha no costão conforme norma ABNT NBR 15505-2 como: quanto a severidade do meio, a trilha é moderadamente severa (2); valor 2 quanto a sinalização do caminho, ou seja, é bem sinalizada a trilha para a subida; quanto a condição do terreno, percurso por trilhas escalonadas (índice 3) o que necessita atenção aos caminhantes; a intensidade de esforço é significativa (3).  Foto: Orlando Ferretti, 10/11/2018. Acervo OBSERVA.

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  • OBSERVA realizou o curso sobre o Sistema de Análise e Monitoramento de Gestão – SAMGe

    Publicado em 12/11/2018 às 16:12

    [:pb]Entre os dias 05 e 08 de novembro, no Laboratório de Análise Ambiental – LAAM (no prédio F do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, 6º andar), ocorreu o curso de Capacitação em Avaliação e Monitoramento de Gestão de Unidades de Conservação: usos reais e potenciais do Sistema de Análise e Monitoramento de Gestão – SAMGe. O curso foi organizado pela Coordenação Regional de Florianópolis (CR9), em especial pela técnica do ICMBio Luisa Juliana S. Lopes, juntamente com outros profissionais do órgão ambiental.

    Imagem 1: Primeiro momento de apresentação do SAMGE, com Felipe Melo Rezende, do ICMBio. Foto: Acervo Observatório Áreas Protegidas

    O curso foi ministrado por Felipe Melo Rezende, técnico do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO, que atua junto à Divisão de Monitoramento e Avaliação de Gestão do ICMBio e é responsável pela criação do Sistema de Análise e Monitoramento de Gestão – SAMGe.

    Imagem 2: Apresentando o jogo de tabuleiro do SAMGE, confeccionado por Felipe Melo Rezende (ICMBio) para ser aplicado em conselho gestor de UC. Foto: Acervo Observatório Áreas Protegidas

    O curso teve 28 horas/aula e foi voltado para estudantes de graduação e pós-graduação que vão atuar em projeto de pesquisa e extensão de Monitoramento de Gestão das Unidades de Conservação Federais no sul do país, que será desenvolvido pelo Observatório de Áreas Protegidas (UFSC) em conjunto com o ICMBio, a partir de 2019.

     

    Imagem 3: Grupo de cursistas debatendo aspectos do SAMGE, sob a organização de Felipe Melo Rezende. Foto: Acervo Observatório Áreas Protegidas

    Imagem 4: Grupo de trabalho debatendo como montar estratégia para aplicar/explicar o SAMGE em conselho gestores de UC. Foto: Acervo Observatório Áreas Protegidas

     

    O objetivo geral do curso foi capacitar  estudantes, de graduação e pós-graduação, para a aplicação do SAMGE nos conselhos gestores de unidades de conservação.

    Imagem 34: Participantes do curso SAMGE, em pé da esquerda para à direita da imagem: Fabricio Basilio de Almeida‪ (doutorando em Geografia, UFSC);  Letícia Mayer Peloso (estudante de graduação em Geografia da UDESC)‪; Felipe Melo Rezende (ICMBio); Natália Silvério‪ (mestranda em Engenharia do Conhecimento, UFSC); Nikolas da Rocha Martins‪ (estudante de graduação em Geologia, UFSC); Fernanda do Canto (estudante de graduação em Museologia, UFSC); Luisa Juliana S. Lopes (CR9 – ICMBio); Luca Mattos Santucci‪ (estudante de graduação em Geografia, UFSC); Marcio da Silva ‪(estudante de graduação em Geografia, UFSC). Agachados (da esquerda para à direita): Victor Ventura da Luz‪ (estudante de graduação em Geografia, UFSC); Mariana Paul de Souza Mattos (mestranda em Oceanografia, UFSC); Giorgio Gallotti‪ (estudante de graduação em Geografia, UFSC); Yan Ewald Zechner‪ (estudante de graduação em Geografia, UFSC); Theo Guilherme Miqueluzzi‪ (estudante de graduação em Geografia, UFSC) e o prof. Dr. Orlando Ferretti (GCN/UFSC). Foto: Acervo Observatório Áreas Protegidas

    Para saber mais sobre o SAMGE ver a página http://samge.icmbio.gov.br/

    O projeto de pesquisa e de extensão do OBSERVA com o ICMBio, sobre o SAMGE, estará disponível para conhecimento no início de 2019.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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  • Conheça o Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição

    Publicado em 14/10/2018 às 17:41

    Conheça sobre a biogeografia do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição

     

    Veja as informações de como ficou a Unidade de Conservação com recategorização para Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, em 2018.