Representante do povo Macuxi visita Florianópolis
Nos diálogos para pensar a importância de povos e comunidades tradicionais, o OBSERVA recebeu e acompanhou Enoque Raposo, coordenador de etnoturismo da comunidade Indígena Raposa Serra do Sol I, de Roraima, povo Macuxi, que esteve em Florianópolis na semana de 31 de março a 4 de abril. Enoque foi um dos palestrantes na mesa de encerramento da IV Escola de Verão e das Águas (EVA), que foi realizada no dia 01 de abril de forma híbrida.
Enoque Raposo (a esquerda) na mesa durante o EVA de 2025, no centro prof. Orlando Ferretti e profª Marinês Walkowski.
Ainda no dia 01, Enoque fez trabalho de campo pela Ilha de Santa Catarina, conhecendo uma área protegidas (Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição e Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri) e o território das comunidades de pescadores artesanais da Barra da Lagoa e Armação.
Vinicius Boneli (doutorando UFSC, a esquerda) com Enoque no centro, e Orlando Ferretti,
em mirante em direção a Lagoa da Conceição em Florianópolis.
No dia 02 de abril, quarta-feira, Enoque particiou do encontro do Grupo de Estudos em Área Protegidas & Povos e Comunidades Tradicionais (AP&PCT), onde dialogamos sobre as experiências do povo Macuxi com o etnoturismo e a resiliência socioambiental dos territórios indígenas no extremo norte brasileiro.
Participantes do AP&PCT em conversa com Enoque Raposo.
No mesmo dia, Enoque foi convidado para fazer o roteiro Viva Mont Serrat, Turismo de Base Comunitária, desenvolvido na comunidade junto ao Morro da Cruz, em Florianópolis. O roteiro é uma iniciativa bem sucedida de turismo realizada pela própria comunidade com o apoio do prof. Rafael Freitag, consultor de turismo.
Padre Vilson Groh, educador social que atua nas comunidades do maciço do Morro da Cruz recebeu a visita de Enoque.
No dia 03 de abril, Enoque foi convidado por professoras do curso de gradução da Educação do Campo a visitar o povo Guarani no território chamado Tekoa Marangatu, no município de Imaruí.